quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Construções de futuro

Os homens são bravos porque sofrem
Casimiro de Brito, in Subitamente o silêncio
foto: cm-guimaraes.pt
 A ideia de criação de bacias de retenção ao longo da ribeira de Couros; mormente a montante da Ramada, não é nova; já há uns mandatos atrás ela entrou na assembleia municipal, pela voz do líder parlamentar da altura, Martins Soares. Recordo-me muito bem (na altura até estava ao lado de Martins Soares como vice-presidente da bancada socialista) dos sorrisos amarelos, estranhos e cínicos que muitos deputados municipais (alguns ainda por lá andam – tanto tempo, ó senhores!).
Pois é, a verdade é que os 196 mil metros cúbicos de água que ficaram retidos (no passado dia 15 de setembro) ali nas Hortas provaram que há em Guimarães quem olhe o futuro muito antes de alguns apelidarem de lirismo as medidas que abrem horizontes para as pessoas deixando que elas sejam o que são: cidadãos à espera de decisões acertadas de quem os governa.
Já não vivo na zona (sim, é verdade!, vivi anos e anos a metros das dores de quem ainda mora na Ramada, de onde via o Campo da Feira afogado em água) hoje estou afastado do centro; mais cá por baixo.
É verdade que vi o Couros alto, vi sim senhor! Mas sem estragos na Horta Pedagógica e na veiga de Creixomil; que estão (para mim) mais ao pé da porta.

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