sexta-feira, 9 de outubro de 2015

As coisas são o que são

Na palavra em cada palavra
Há um peso um grão de pó
Que não se revela
Casimiro de Brito, in Subitamente o silêncio
foto: publico.pt
1. O sínodo dos bispos (que discute por estes dias a Família) começou na última segunda-feira, dia 5. A esse respeito, escrevia Domingos de Andrade no Jornal de Noticias do último dia 3: “a Igreja tem, por estes dias, uma rara oportunidade para dar um sinal de abertura ao Mundo. E espera-se que da reflexão das 400 pessoas presentes no Sínodo dos Bispos emane a coragem para quebrar um ciclo vicioso que afasta a família do seio da fé em vez de a aproximar”.

2. Sim, a igreja católica tem um sínodo em curso; importante, com toda a certeza. Desde logo, porque se debruça sobre uma realidade cada vez mais em alvoroço: a família. Ou seja, todos nós.

3. Mas antes de chegar ao concilio importa ‘ouvir’ algo importante sobre os dias da igreja católica. Assim, no jornal Público do dia 25 de setembro, podia ler-se que o papa Francisco foi claro: “nenhuma religião está isenta de formas de ilusão individual ou de extremismo ideológico”.

4. Avencemos então. Bento Domingos (Público 15.07.12) escrevia que “para vencer o clericalismo é preciso escutar também, nas cidades e nas aldeias, a voz dos cristãos que lutam por uma igreja de todos ao serviço da casa comum”. Muito bem!

5. O mesmo teólogo católico e no mesmo espaço sublinhava que “teremos de renunciar à declaração fundamental e conciliar que, nós, cristãos, somos a igreja? Teremos de renunciar a ter voz na igreja para que ela tenha voz no mundo?” Ups! Há um concilio em curso que, espera-se, não esqueça esta realidade.

E dizia muito bem, não é?

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