sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ver o sono da noite

O discurso do poder é árido
substantivo. Os elefantes do poder
não veem nada
Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo
foto: ospequenosjornalistas.wikijornal.com
Confesso; frontalmente e com medo do futuro: não queria estar na pele de Adelina Paula, vereadora da Educação na câmara de Guimarães. E não é porque não tenha a total confiança na senhora; não. É mesmo porque o governo que diz querer Portugal à frente é parvo, cego, sem sentido de futuro e indiferente para com o que as pessoas – sim as pessoas! – querem do futuro.
Então não é que aquele senhor que diz que é ministro da Educação, mais o seu chefe, não querem saber das dores; realidades locais com que as autarquias se debatem! São atrasos nos dinheiros, nas palavras; é a falta de esclarecimentos; e de ideias concretas. Tanta coisa! Vindo de quem, a toda a pressa; à deriva e com os pés pelas mãos, nos vem dizer que o país está bem; porque está à frente. Tanta coisa estúpida!
Por mim, que odeio a forma como uma certa mania nacional feita coligação de governo do meu país e anda por aí a desenhar futuros sem sentido, só posso sublinhar as palavras de Adelina Pinto: “é de lamentar esta situação – contratação de docentes das AEC – porque se o ministério tinha previsto estas alterações deveria ter informado as autarquias dado tratar-se de uma delegação de competências
Tem toda a razão, senhora vereadora!
Ah! Desejo-lhe todo o sucesso num trabalho contra uns tipos parvos, vazios, sem coragem e prontos a adiar sempre o essencial.
Acredito que será uma contenda árdua; mas sei que há quem – mesmo no poder – veja bem, muito bem.

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