terça-feira, 18 de agosto de 2015

Voltas da realidade

A pele é a alma.
Adília Lopes, in Bumerangue 1
Ou Portugal é um caso sério de “estudo de caso” ou os políticos portugueses, na sua grande maioria, não prestam; não sabem, sequer, antecipar o presente – quanto mais dar-nos um futuro! E, confesso, estou sem vontade de olhar para o que aí vai; principalmente para aqueles que dão facadas nas costas, matam e agora andam por aí feitos heróis. Em suma para amostras sérias da fraqueza humana feitos (dizem-nos) lideres.

Olhando para aquela parvoíce dos cartazes – que parece (houve imprensa a cair em cima da coisa como se mais nada existisse) terá mantido em suspenso um país (coitado) cada vez mais à deriva –, importa começar por valorizar este título do semanário Expresso (15.08.15): “Quando se julgava que já ninguém reparava neles, os outdoors estão a ser o centro da pré-campanha”. Ficarmos logo com a ponta aberta sobre a triste realidade do que é a contenda política no meu país.
Ou seja, e como muito bem salienta Domingos Andrade (Jornal de Noticias, 15.08.15) “o episódio dos cartazes é um espelho desta ficção. É essa a gravidade disto tudo. Só o vivemos porque os protagonismos têm mostrado pouco para dar ao país”.
Enfim! Que mais se poderá dizer sobre aqueles que ousam dizer que querem tomar conta das nossas vidas!
E, depois, sejamos realistas, há gente que adora brincar com as pessoas, não há?

Daí que, tal como Pedro Ivo de Carvalho – os cartazes do PS e do PSD e CDS não enganam. Espelham em tamanho gigante os verdadeiros propósitos de que nascem as suas debilidades, e as do país, e as transforma num apetecível produto publicitário. Só faltam os cartões de desconto – sou dos portugueses que considera que num destes dias os políticos nos vão pedir que votemos neles ao menos uma vez para depois nos colocarem uma venda negra nos olhos. E isso não me agrada nada!

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