sábado, 1 de agosto de 2015

Triste realidade ou realidade triste?

Do outro lado da vida ressuscitam corpos, apesar de a casa
estar vazia. E o tempo
das marés apagou na língua o desejo de regressos aos sinais escritos.
Al Berto, ritos do 11 de janeiro, Bumerangue 1
Os pedintes profissionais são uma realidade que não para de aumentar à porta dos templos católicos em Guimarães.
Fazendo um exercício simples como é passar à porta das igrejas da cidade-berço à hora de culto veem-se sempre as mesmas caras. As mesmas roupas velhas, gastas, sujas; nauseabundas (como convém)
Imagino que as palavras dirigidas a quem entra ou sai (do templo) sejam também sempre iguais; vazias, quase silenciosas: totalmente impercetíveis. As mesmas.
Sim, é sinal de pobreza!
Mas, atenção!, há redes que exploram pedintes. E não é só em Guimarães.

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