domingo, 2 de agosto de 2015

tempo de todos os deuses

quero amar-te; deixas? – sim
eu sei, a noite está quente. tenho a janela
aberta; próxima das tuas mãos; tu não respondes

(ontem, no centro do fragor da cidade
e do medo do silêncio, senti saudades do teu abraço)

quero-te amar; deixas? – sim
agora. mar transparente de calmo; os pinheiros
não se agitam no excerto da brisa. o tempo
é moço. que bom! quero amar. e tu por onde andas?

(sim! o teu abraço aquece – arrepiando a noite; silêncios)

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