quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Reflexão crua

Querem-nos mal instruídos para cumprirmos tarefas ou trabalhos mal pagos, sem levantarmos a voz (e ai de quem o faça!), sem sabermos os nossos direitos e sem opinião acerca da política, da economia e da sociedade portuguesa.
Nuno Granja, Jornal de Noticias, 15.07.10
1. Então é assim e em bom português: a tropa fandanga que diz que governa Portugal, mas só cumpre reverencialmente o que Bruxelas (e os seus mandantes sem escrúpulos), já não nos engana. E se insiste, o resultado só pode ser o que Fernanda Câncio (Diário de Noticias, 15.08.14) nos mostra: «bem podem os especialistas em “medição de pobreza como Carlos Farinha Rodrigues ou a Caritas alertar para o facto de nos últimos anos se ter agravado brutalmente a situação dos mias desfavorecidos; a noção de que “o pior passou” parece estar a triunfar».

2. E, tal como David Ponte (Jornal de Noticias, 15.08.14) – o que aconteceu nos últimos anos no mercado de trabalho é talvez a maior “reforma” que este Governo fez, ao alertar as relações de podere entre empregador e empregado, com claro beneficio para o primeiro –, aqueles senhores que dizem querer Portugal à frente só querem estar mesmo no caminho certo dos dominadores de Bruxelas.

3. Se dúvidas pudessem existir, e não podem, reparemos neste pormenor que Margarida Fonseca (Jornal de Noticias, 15.08.15) nos transmite: é simples: um telefonema, palavras vagas quanto a pagamentos e a folgas (que nunca chegam a existir), aviso que será trabalho temporário. E é. A nova “moda” no setor da restauração é colher jovens em férias escolares.
E assim vai Portugal! Um Portugal que Passos, Portas e o outro senhor que abandonou a câmara de Lisboa (como é mesmo o nome dele?) nos querem impingir.

E nós, pacóvios adormecidos pela falta de coragem, a dar troco a tanto fandango desta tropa. Que parvos nós somos!

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