quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Realidade tão crua; o valor de nós

As memórias são náufragos
que regressam
Vasco Ferreira Campos, in A voz à chuva
foto:pedraformosa.blogspot.pt
Já perdemos todas as memórias; se, ao menos, fossemos capazes de olhar o futuro com olhos de futuro!
Continuamos (todos) à deriva; queremos lá saber das nossas origens. Saber como era dantes para quê?
A Sociedade Martins Sarmento e a Câmara de Guimarães até podem fazer tudo para manter vivas muitas memórias, mas ninguém quer saber. E então em Guimarães, onde a vaidade circula em topo de gama ao domingo de manhã pelo Toural!
Estas duas instituições de referência em terras de D. Afonso até podem ter gasto uns milhares de euros por ano para garantir que as pessoas possam usufruir da citânia de Briteiros, mas (só) olhar para aquele recanto histórico quando o fogo entra pela citânia dentro, faz de nós vimaranenses vaidosos e ditos eruditos uns bananas.
A sério! Às vezes questiono-me se saberei mesmo se há alguém que quer para saber para onde vamos.
Queremos mesmo as pedras da memória espalhadas pelo chão da nossa indiferença ou o fogo destruidor das nossas memórias a percorrer o antanho de nós?

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