terça-feira, 11 de agosto de 2015

Futuro assombrado pelo futuro

O lado mais gasto da folha
o luxo da terra.
Emanuel Botelho, in Bumerangue 1
foto: mazezito.com
Num destes dias, procurando um outro documento sobre o futuro de Guimarães, encontrei um (quase perfeito) para os dias que correm: “A pista de cicloturismo Guimarães-Fafe: uma oportunidade perdida para a criação de um corredor verde?”.
É um trabalho de João Sarmento e Sara Mourão, da Universidade do Minho.
Podendo parecer estar mais ou menos balizado no tempo (o trabalho de campo aconteceu em janeiro de 2001), falar em atualidade do texto que deveria que deveria ficar algures pela ciclovia que ocupa o espaço da antiga linha férrea que levava o comboio de Guimarães até Fafe.
Mas ainda é atual – será cada vez mais, de certeza! – a importância dos corredores verdes.
Ah! Naquele trabalho pode ler-se que havia “despejo de efluentes domésticos, dando origem a um canal de esgoto a céu aberto, prolongando-se ao longo de uma distância de 500m, em Belos Ares”. E “a presença de um depósito de entulhos claramente visível da pista”. E lixo doméstico, de forma esporádica, ali por Belos Ares e Paçô Vieira.
Os dias passaram; o tempo também. E o lixo e a descarga de efluentes terá melhorado. Mas (era) é uma realidade que diz muito de certas sensibilidades ou forma de estar em sociedade.
O corredor verde é que vai ganhando forma. Há imenso trabalho pela frente, com toda a certeza, mas se pensarmos que “a ideia de corredor verde remonta ao princípio do século XVIII”, ainda se está com um atraso considerável.
Ali já se fala da ligação da ciclovia ao parque da cidade, o que permitiria “a continuidade entre a pista até praticamente ao centro da cidade e mesmo até ao início do teleférico”.
É sempre bom recordar um passado com preocupações para um futuro melhor.

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