sábado, 29 de agosto de 2015

Esperança perdida

E a cidade
morria. Pequenas derrocadas, abandonamos
derivações do sonho, violências.
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
Porque está na hora de começar a por ordem um passado, ainda recente, onde o entusiasmo tomou conta de grande parte dos meus dias, vou ousar (hoje) transcrever este excerto de um SMS enviado (por mim) em 14.10.17 para um amigo:
Viva, tudo bem?
Posso fazer-te uma pergunta difícil?
Estou mesmo, mesmo a desistir de estar ao lado onde tenho estado. Por isso, peço desculpa e ouso perguntar: vamos continuar a ter um lado seguro para onde caminhar?

Sei muito bem qual foi a resposta do meu amigo. Essa não a divulgarei, mas – caramba! –, não é que o meu amigo já antecipava o futuro: está tudo a bater certinho. Infelizmente!

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