terça-feira, 11 de agosto de 2015

É preciso agarrar o essencial

O pensamento pode ter elevação sem ter elegância, e, na proporção em que não tiver elegância, perderá ação sobre os outros.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Escreve António Guerreiro na sua habitual crónica do Ípsilon (15.08.07) que «sempre que o Presidente da República se dirige à Nação e faz apelos aos “agentes políticos”, ecoa nessa nomeação burocrática a mais despudorada ideologia da antipolítica».
É uma afirmação basilar; melhor, uma verdade – por que raio?! – nos passa (demasiadas vezes) ao lado.
Porquê?
Ora, ora! Reparemos na observação de António Guerreiro:
«Como é óbvio, ninguém consegue imaginar que um governo de “agentes políticos” seja baseado num projeto de sociedade ou numa ideia de alternativa de Estado».

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