sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Devolver o real

um cansaço da inteligência abstrata, e é o mais horroroso dos cansaços. Não pesa como o cansaço do corpo, nem inquieta como o cansaço do conhecimento e da emoção. É um peso da consciência do mundo, um não poder respirar da alma.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

Quando no início de outubro próximo estivermos naquele espaço onde desenhamos uma cruz – pois é, é mesmo um voto; caramba! – haverá vinte e dois partidos.
Porra! Tanta gente!
Por ali haverá oportunistas saídos dos partidos; dos partidos oportunistas que nunca nada deram aos oportunistas, partidos que, sendo oportunistas, querem lá saber de oportunistas, antes dos donos que os criaram; dos padrinhos que alimentaram, dos compadrios fundamentais (dizem eles) para a sobrevivência – sobrevivência? Qual? E novos partidos que, coitados!, nunca saberão de onde vem o vento norte; sabem lá eles o que é a política!
Ui! Que medo! Quem sabe se a sensatez não é mesmo (como sempre) o melhor caminho…

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