terça-feira, 4 de agosto de 2015

Desafio da execução

O que seria de nós, não é, se fossemos de facto felizes.
António Lobo Antunes, in Os cus de Judas
foto: flickr.com
1. Leio no reflexodigital (15.07.31) duas opiniões sobre a realidade dos transportes em Guimarães. A de André Lima e a de Samuel Silva, respetivamente,
Escrevo sobre um tema que foi abordado pelo vereador Torcato Ribeiro. E, por surpreendente que possa a alguns parecer, para concordar e reforçar o pensamento que deixou. Não me parece que andem mal os concelhos que “gastem” dinheiro com os transportes públicos, porque vejo esse gasto como um investimento. Um investimento na aproximação dos polos, um investimento na mobilidade concelhia”.
O novo contrato de concessão com a Arriva tem na base uma questão complicada: a ausência de uma verdadeira política de transportes. Os responsáveis municipais encaram o transporte público como um custo e não como um investimento. (…) Em Braga há mais de 100 autocarros ao serviço, em Guimarães são pouco mais de 30; no concelho vizinho, existem 72 linhas ativas, por cá, apenas 21
E concluo: não é muito habitual existir harmonia de pensamento sobre o que será o futuro de Guimarães.

2. Da minha parte já tive a oportunidade de ‘pegar’ na questão dos transportes em Guimarães, à boleia do vereador Torcato Ribeiro, mas o tema é fundamental para Guimarães; uma cidade que se quer verde (com menos carros), um município que se pretende homogéneo, uma realidade cada vez menos uniforme, no que concerne a opções de transporte para as pessoas.

3. Hoje estou do lado de quem percebe que, desde o último sábado, há quem tenha que vir a pé do centro da cidade de Guimarães ou esperar tempo em demasia para chegar, por exemplo, ao sossego onde moro – o Salgueiral, ali onde está um dos equipamentos de excelência e de muita procura: o multiusos de Guimarães.

Sem comentários: