sexta-feira, 20 de março de 2015

Lugar de aflitos

A vida é curta para que me ensodes misérias várias pela goela abaixo.
Ruy Cinatti, in antiguidades burlesco-sentimentais
foto: revistaepoca.globo.com
Então!? Qual é, meu caro, a tua desilusão sobre a Europa?
Andas mesmo distraído, não andas?
Talvez, quando ouço que a senhora Merkel foi uma segunda escolha; uma escolha conveniente…
Pois tens razão. O tempo e a pressa de viver fazem-nos esquecer as coisas simples. Dizias tu que…
Que a Europa está no fim. Coisa que não nos deve espantar, obviamente! Desde logo, porque aquele senhor alemão que manda na Europa, o senhor que, infeliz e lamentavelmente, vive numa cadeira de rodas, só pensa no seu país.
Achas?
Não acho, tenho a certeza. Por isso, aquilo que Manuel Carvalho da Silva (que belo presidente da República portuguesa podia ser!) escreve no Jornal de Noticias (15.03.14)
Pouco a pouco, a União Europeia (UE), ou a Zona Euro, está transformar-se numa estranha espécie de federação – uma federação do poder financeiro e económico, construída à margem das opiniões e interesses dos cidadãos, uma UE desprovida de instituições realmente democráticas.
É oportuníssimo!
Talvez tenhas razão! Já agora olha para o que Nicolau Santos escreve na última edição do Expresso (Economia):
A produção industrial na Europa, com exceção da Alemanha, está em colapso. O que quer dizer
1)       Que a moeda única favoreceu o modelo alemão (exporta a preços mais competitivos do que se o fizesse com base no marco alemão
2)       A crise rebentou com a indústria na generalidade dos países europeus.
Esperar que isto não tenha consequências é uma ilusão perigosa.
Estás a ver?

Só quem não quer é que não vê…

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