domingo, 7 de setembro de 2014

Palavra proibida

Quando penso no meu pai

        (a minha atitude deriva da tua. Podíamos ajudar-nos mutuamente. Agora ou  a seguir ao silêncio)

tolhe-se-me o pensamento. Aquece a razão. Move-se a memória:

                  (fico sem fôlego e não quero ser igual à ausência de sinais – ainda que verticais – para o ajustamento perfeito de comportamentos derivantes)

a metáfora está ali. Morta memória bem se agita – é tudo tão distante!

                (A minha atitude deriva da tua. A ajuda perdeu-se no silêncio; em ausências de  proximidade)

Quem amamos nunca morre, será? Quando penso no meu pai tolhe-se-me o pensamento. A memória apaga-se. A razão morre.

Bem sei que a falta de esperança é o nosso maior inimigo.

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