domingo, 24 de agosto de 2014

Dormem porque não querem escutar

Percebo (e aceito) perfeitamente que na vida politica – como, aliás, na vida profissional – os líderes se rodeiem de pessoas da sua confiança.
O que não entendo, por mais que haja por aí artistas da manipulação que tentem invocar justificações do domínio do surrealismo, é que os líderes políticos – tentando imitar os líderes das grandes empresas e, portanto líderes de sucesso –, se convençam que os seus seguidores são parvos ou um bando de anjinhos ingénuos; para quem se olha apenas em momentos eleitorais ou, muito pior!, tentem fazer dos seus colegas – quer queiram, quer não, são-no porque são militantes do mesmo partido –, uns badamecos, chutando-os para canto.
Nem que para isso tenham que endeusar uns “independentes” feitos à pressa que inventam uma coisas que eles (líderes partidários) inventam; feito ritual de iniciação na vida secreta de onde saem todos os fantasmas.
Como noutros tempos em que certos dominadores caquéticos se juntavam com um cardeal antes de anunciar que os comunistas eram um perigo social; familiar e destruidor de todos os valores estampados nas paredes brancas do cinismo.

Ah!, e o pior é que cada vez mais líderes políticos que estão convencidos de que sabem para onde vão e que são donos do futuro.
Assim, não sou eu que o digo, mas a História que o confirma, os adversários entrarão em campo com mais de meia vitória no papo.

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