segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mão à palmatória

1. Dou a mão à palmatória. Sem receios das consequências. Enganei-me. O “5º império ou a história de Pedro, Inês e Sebastião”, da responsabilidade do grupo de teatro do Convívio não merecia ganhar a Mostra de Teatro Amador de Guimarães. Não foi teatro. Não se viu interpretação. Nem o cruzamento “entre corpos e palavras” foi capaz de mascarar essa realidade. Fraquinho. Sem conteúdo. Como dança? Mas…, não era bem isso que estava em causa!
2. Os outros dois finalistas – “Acordar”, do Grupo de Teatro CCD Coelima, e “abril em Portugal”, do TERB, eram (de muito longe) muito melhores propostas. Quer um, quer outro, mostraram que há uma nova realidade a cruzar o teatro amador vimaranense. Vale a pena, aliás, destacar dois belos textos; grande interpretação – quão diferente é já a qualidade dos atores dos dois grupos. Esta nova realidade do teatrão amador vimaranense merece um outro olhar.

3. Como membro do júri desta mostra de teatro amador de Guimarães, estou triste.
Os responsáveis pela mostra de teatro amador já conhecem a minha opinião sobre as escolhas da mostra deste ano. Acredito que haverá mudanças. Uma hipótese que pode estar em cima da mesa para novas realidades passa por algo parecido como o programa Salto – Mostra de teatro nas escolas.
Talvez que se o júri visse, em vídeo, o que eram as propostas a concurso, as escolhas tivessem sido mais abrangentes.
E não levariam a algumas desilusões nas escolhas. E fundamentalmente no vazio no palco.

Post scriptum: Este texto é (intencionalmente) publicado de forma retardada.

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