quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cenas de assalto ou quo vadis PS

1. Dei por mim, um dia destes, a olhar para o que é o partido socialista a partir do momento em que o seu líder escreveu que lia “indignado” que as sondagens davam uma “queda brutal ao PS”. E para António José Seguro tal realidade, temível para quem trabalhou séria e afincadamente nos últimos três anos – com subidas permanentes nas sondagens, para além de uma vitória histórica nas autárquicas e uma vitória nas europeias – “é o resultado da irresponsabilidade de António Costa”.
Estou inteiramente de acordo com Seguro; sublinho, aliás, a sua afirmação: “o PS não merece isto”.

Lamento, obviamente, que haja quem no PS queira estar onde não está. Porque não teve coragem; porque foi incapaz de ousar, porque – pelos vistos – faz como o cuco: só coloca os ovos depois do ninho (dos outros) estar quente.

2. É claro que, a seguir vi de tudo. Senhores, como José Lelo ou João Galamba, a fazerem de conta que estavam ou tinham que estar. Ah! pelo caminho também vi Isabel Moreira (que admiro na coragem de lutar pela diferença com que as diferenças devem ser vividas) a ignorar que «se o PS caiu “brutalmente nas sondagens”», deve à indiferença com que muitos indiferentes se ficaram a olhar para o desejo de vingança.

3. Pelo meio desta estúpida mania de que “o meu é melhor do que o teu porque o meu muda de cor e de direção conforme o vento”, registo a sensatez de Miguel Laranjeiro, secretário nacional do PS: “se o líder do PS, António José Seguro, é o mais popular de todos os líderes políticos; se o governo está aflito e desorientado. Se tudo isto é verdade porque é que o PS desce nas sondagens? Porque o camarada António Costa decidiu criar uma crise política não contra o governo, mas dentro do PS”.
Claro Miguel! É assim como o Pimenta Machado, lembras-te?, ter corrido com o Jaime Pacheco do Vitória, com o Vitória numa das melhores classificações de sempre. Claro que, nós vimaranenses, sabemos bem o que aconteceu ao Vitória a seguir.

4. Por isso, e sem suma, tal como Eurico Dias e João Soares, não posso esquecer todas “as cenas tristes” – apesar de as primárias no PS terem sido votadas por uma esmagadora maioria, incluindo António Costa.
Ou seja, o que está a acontecer no PS não fica bem a ninguém; desde logo e subscrevendo Isabel Moreira, porque o PS “é um grande partido da democracia portuguesa.
Infelizmente aquilo que um conjunto de oportunistas vem fazendo leva a que muitos militantes e, principalmente os portugueses, se questionem – e com toda a razão – se assim o PS é mesmo um grande partido da democracia portuguesa.

É que depois da vitória do PS em duas eleições o que está a acontecer (sublinho o que afirma no primeiro momento o secretário geral) “é o resultado da irresponsabilidade de António Costa”.

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