domingo, 1 de junho de 2014

Proibido esquecer

Tanta gente já andou à procura da alma em Lisboa! E anda! E vão andar!
Alexandre O’Neiill, in Uma coisa em forma de assim

Conversa “tipo café”, ali no Toural, centro nevrálgico da vaidade vimaranense e da ausência de rostos – quase sempre mascarados de dirigentes ganhadores, mas evasivos como a hora da morte.
– Tenho que me sentir chateado comigo por estar em total desacordo com aqueles que teimam em enganar-me? Era o que faltava eu continuar a fazer de parte destes senhores que só olham para o trampolim que os catapulta para além de nós!
– A politica não é a arte da fuga; antes a arte do possível, ou seja da harmonia, sabes? E um líder forte antecipa o impossível. Mesmo que pareça muitas vezes para além das utopias escondidas no futuro

     (a alegria de viver a liberdade é fundamental e é urgente)

– Mas a cidade está calma; engolindo em seco as ilusões que lhe vendem os simuladores de coisas parvas vestidas em promessas vás; é certo
– Sabes que conheci hoje uma palavra enorme: mentirologia…
– Mentirologia?
– Sim, a mentira sistemática, organizada. Como estava a dizer, terei que me zangar comigo por estar sempre a adiar e a chutar para canto quem teima em enganar-me…
– Vamos lá tomar o nosso cafezito?
 – Vamos… 

                     (a alegria de viver a liberdade é fundamental e é urgente)

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