segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ecos de contendas III

Aquilo que está a acontecer no partido socialista – e ainda só passaram duas semanas sobre umas eleições onde a direita foi esmagada – com a estapafúrdia mania de esfaquear por dentro o que os partidos têm de melhor, é a mais primária violência. Não; não é física, é a mais estúpida e primária violência sobre quem tem dois dedos de testa!
E, depois e de forma mais suave, é vergonhoso. É cobardia; é ódio, é marialvismo (bem ao jeito do Bairro Alto), é vaidade vazia, é (como dizia o meu pai) “mania de se por em cima dos tamancos” – talvez das tamancas, quem sabe!

Ah!, para os puristas do discurso redondo ou para os convencidos da vida, urge pensar que os partidos (por mais que digam que são máquinas de ganhar eleições) são um todo em que os cidadãos deviam acreditar. Mas que, com atitudes como as que vão esfulinhando o PS, cada vez mais, não só não acreditam, como viram as costas aos partidos.

Por isso, e sem medo das palavras, este tempo que corre no PS pode ser também um tempo de pedir responsabilidades a quem gosta de se atirar de cabeça sobre supostas realidades virtuais. Será também o momento de – naturalmente que também em Guimarães – pedir imputações a quem ousa decidir e tomar posição sem ouvir quem está próximo.
E já pensamos como serão os resultados das próximas sondagens?
Quando forem publicadas veremos como a direita se vai rir às bandeiras despregadas. E, aí o feitiço poderá já estar contra o feiticeiro.

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