quinta-feira, 15 de maio de 2014

Já chega de macacadas

Esta invenção do consenso político como solução para uma derrota (constitucional ou outra) mostra a fragilidade de um governo que não soube reformar, por exemplo, na Segurança Social, como já escreveu o TC.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.05.10
foto: publico.pt
O próximo primeiro-ministro de Portugal concedeu uma entrevista ao Expresso (diário e semanário, que passou na SIC também) que não interessa nada a quem bebe garrafas de espumante (reles ou de marca; pouco importa) em frente às câmaras de televisão. Mas que é uma entrevista fundamental para os portugueses; a grande maioria de um povo massacrado por um governo insensível, disso ninguém duvida. Até quem ilude a realidade com goles cheios de borbulhas.
Olhemos para estas palavras de António José Seguro: “só posso ser cooperante se houver políticas de acordo com o que defendo para o meu país. Não me podem pedir que apoie politicas que considero erradas”.

E depois – confirmando (confirmando não, porque já é parte do futuro) as palavras do responsável máximo do PS –, juntemos estas palavras de Nicolau Santos (Expresso, 14.05.14): “a máquina do estado está a degradar-se e não vai recuperar. Não é de admirar. Quando se pagam amendoins só se conseguem macacos”.
Diz-nos o senso comum que, chegados aqui, já chega de macacadas!

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