quinta-feira, 22 de maio de 2014

Da estrada para a mão

E os céus permanecem desertos e vazios sobre a cidade.
Sophia de Mello Breyner Anderson, in o Homem (Contos exemplares)
Um carro da policia municipal desce a rua Miguel Torga, ali mesmo por cima do pavilhão multiusos de Guimarães. Há muitos carros, como sempre!, diga-se, mal estacionados. O condutor do veículo municipal com pirilampos, sereias e coisas vistosas, liga o pisca a direita e reduz de velocidade, parecendo querer parar. Fico curioso. E penso:
Finalmente! A policia veio pôr ordem no estacionamento da rua mais complicada de Guimarães (mesmo que do outro lado, mais abaixo só um pouquinho, exista um dos maiores espaços de aparcamento não pago de Guimarães).

Como me enganei! O carro da policia municipal arrancou, em velocidade normalíssima, e desceu. Rumo ao Multiusos. Não sei se para lá, mas que passou em frente, passou.
Os carros continuam a estorvar a Miguel Torga. E não se passa nada. Ninguém liga. Ninguém quer saber!
Perdão! Às vezes, discreta e compassadamente, a PSP chega até ali. Até de reboque. Mas é tão raro!
Até quando?

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