quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Será que o pior ainda está para vir?



Para as famílias da política dos compadrios, fretes e favores com capa de pretensões diabólicas, Portugal tem dois excelentes exemplos de como os portugueses são comidos ao pequeno-almoço, feitos cereais moles, parvalhões e sem sabor por doutos da política: José Lello e Couto dos Santos.
Um, o primeiro, diz que é socialista, o segundo que usa regularmente cartãozito laranja. 
Estes senhores da excecional mediocridade queriam favores de volta.
Que tropa, esta!

Amanhã, ou já a seguir – porque, finalmente!, tudo está a correr bem mais depressa no coração dos que vão decidir, ali mesmo ao virar da esquina do oportunismo, já não haverá uns profetas que anunciarão “leite e mel” a alguns num negócio do tipo pirâmide!

Amanhã, porque hoje já foi, (eles) estarão num outro lado a dizer que a “tropa do PS”, não só não é tralha (tinha que vir uma estapafúrdio termo complicado dos dias que correm!) e uns senhores do PSD (esses são barões, não é?) querem, matar coisas lindas que a democracia vem produzindo.

Nota de rodapé da memória: conheci mais ou menos de perto dois dos Franciscos mais marcantes da politica em Portugal: Zenha e Sá Carneiro. Que Homens!

História antiga e cruel

Um destacado deputado da actual maioria parlamentar, Carlos de Abreu Amorim, professor universitário, especialista em direito das autonomias locais, chamou às assembleias municipais os “eunucos do poder local” (…) Escândalo será as assembleias municipais aceitarem dar razão a Carlos de Abreu Amorim.
António Cândido de Oliveira, Expresso, 14.11.22

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Já não estou onde estava

Há um certo tempo que vinha sentindo uma espécie de urticária quando lia alguns (sublinho, alguns) textos que Francisco Assis ia escrevendo. Depois a comichão aumentou de intensidade quando um tal de João – que até já foi sindicalista e tudo! – ia fazendo de conta que acreditava num novo futuro.
Hoje – agora, amanhã e depois do que se pode ler vindo de uma carta bandas de um certo PS –, não tenho dúvidas.
E, então, quando leio que “Assis e Proença admitem aliança com o partido laranja” só tenho um comentário: é (só) mais um argumento (outros virão já, já de seguida) ao que tenho vindo a escrever: há quem esteja onde não deve estar.
Reafirmo, por isso, que já não estou onde estava. E amanhã é já ali. Claro que o amanhã a que me refiro, e que, discreta e implicitamente, me venho referindo, é já agora.

Em jeito de provocação: “É quase unanimidade que o rodeia [António Costa], embora se saiba que, em política, o silêncio raramente é sinónimo de apoio”. (Editorial, Público, 14.11.21)

Olhar do silêncio

Os cidadãos pagam impostos sem apelo nem agravo, ao mesmo tempo que são sobrecarregados com cortes nos salários e pensões e outros encargos (…) é neste contexto que a Galp e a REN se acham no direito de não pagar 60 milhões de euros de contribuição extraordinária sobre o sector energético.
Manuel Carvalho da Silva, Jornal de Noticias, 14.11.22

Grande papa!

Patti Smith terá lugar de destaque no Vaticano.
Quem diria!
É verdade! A cantora que, quando muito mais nova, cantou um Jesus que não tinha morrido pelos seus pecados, é – no próximo dia 13 de dezembro e no auditório Conciliazione – a grande novidade do concerto de Natal do Vaticano.

Quem disse que o papa Francisco não é um homem de mudanças?

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Pouco menos do que a realidade mórbida

Torcato Ribeiro, no período de antes da ordem do dia, na última reunião do executivo municipal vimaranense, perguntou qual será (é) a opinião da câmara de Guimarães sobre o adiamento da dissolução de uma das associações de municípios que já foi referência em Portugal, mas que agora está morta e estende o seu fantasma para além da normal normalidade dos dias, a associação de municípios do vale do Ave (AMAVE).
Resposta (depois de muitas variáveis): “existem, muitos processos a seguir trâmites nas vias judiciais”.

Ui! Amanhã quando, não se sabendo quem liquida em comissão própria, não haverá quem tenha mão nas palavras – seja de que dimensão for, sobre uma associação que foi excelente; foi morrendo e, moribunda, faz de conta que amanhã ainda se fazem coisas.

Vultos feitos penumbra

Escreve Paula Maia no Correio do Minho que cerca de “400 funcionários do Centro Distrital de Segurança Social de Braga protestaram” na última quarta-feira “contra a requalificação que o governo está a colocar em marcha”.
O diário bracarense não tem dúvidas sobre o que o ministro da mota e o vimaranense que destrói o que resta de segurança social no distrito de Braga vêm fazendo.
Ah! Está em curso um processo de requalificação que é “um despedimento encapotado”.
Leitura correta do diário bracarense.

Importaria, pelo que significa para a região, perceber onde (e como se posicionam) andam Ricardo Rio e André Lima.

Não basta fazer de conta que se está a trabalhar no futuro da região – Perdão! É o que certa retórica parece querer fazer passar. Importa olhar, por favor, para a destruição das pessoas que acreditaram na boa fé das palavras bonitas. Como as que foram dirigidas aos trabalhadores de Pevidém, ou melhor, do infantário local.