segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

O que uma espada faz!

A revolta de um povo que viu o seu rei perder a espada.

foto: miguel pereira (global imagens)
Título do Diário de Noticias (14.08.31) sobre “jovem que partiu a espada da estátua do primeiro rei de Portugal”.

Há títulos que são um espanto!
E o pior é que cada vez mais se vai criando a ideia de que se pode fazer jornalismo à distância.

Rememorar é fundamental III

foto: publico (nelson garrido)
Para recordar, porque a memória é urgente.

Houve sempre uma certa Lisboa que tentou impedir a progressão de quem não pertencesse ao inner circle.
O país tem zonas de podridão. É preciso retirar o lixo porque, por baixo, existe um país fantástico.
Para algumas pessoas, no interior do PS, interessa é aquele que dá poder e o distribui.
António José Seguro em entrevista a Miguel Carvalho, Visão, 14.07.31

domingo, 31 de Agosto de 2014

Amanhã já é tarde

1. Olhando para as governações (mais de ao pé da porta; mais ali ou mais distantes) o que constatamos?
Muitos daqueles que antes integravam o leque dos sempre contestatários (ainda que em surdina) dos líderes partidários, agora, estando no patamar quase perfeito do poder, seja com leituras circulantes em salas escuras, seja com desenhos sempre aventurosos no desenho da perceção, ou são donos de atitudes que são autênticas bombas nas acendalhas que afastam o eleito do eleitor, ou são campanários frios e altos que sopram ao ouvido do chefe discursos vazios e veredas por onde, um dia quando menos pensam, serão corridos. Seja aqui ou ali; mais ao lado.

2. Quando, por exemplo, aqueles que usam a inscrição (e não escrevi militância propositadamente) num partido como entrada na agência de emprego ou promoção de lugares – como são os partidos de poder em Portugal –, está-se a motivar a participação dos cidadãos na vida pública?
Ou aceitações desta natureza são o alçapão por onde morre toda a esperança de participação na vida pública?

3. Se os partidos (do poder ou não) fecham as suas sedes, só as abrindo aquando dos atos eleitorais e, nesse entretanto (que é o grosso da vida político-partidária), dirigem todas as decisões políticas dos seus locais de governação – sejam conventos onde os doces sempre foram tentações mortíferas, sejam espaços de memória histórico-coletiva – estão a aumentar ou a diminuir o fosso entre eleitos e eleitores?

4. Tenho medo do amanhã partidário.
Aqui. Ou ali; mais ao lado.

Nota final: Há momentos na história das pessoas em que a ousadia de marcar a diferença é a coragem de dizer não. Amanhã direi porquê. É que o futuro já não é um lugar solitário, mas um espaço onde já ninguém duvida: só cabem os que morrerão de “espinhela caída”.

amanhã diremos

vê a minha visão do amanhã. outrora
desenhava sonhos; hoje
vivo-os com o prazer supremo
de quem sente o caminho
que leva a concretizações solenes
desejos. quem sentirá de perto
o caminho que nos leva além de nós?

vamos; os dois. juntos. sorrisos 
abertos; mentes
abertas. amanhã?
que beleza! foi o hoje

sábado, 30 de Agosto de 2014

Nos caminhos de Guimarães

A bienal Contextile transporta para Guimarães um mundo novo construído a partir do modo como, a nível internacional, artistas contemporâneos abrem caminhos. 
Valdemar Cruz, atual, 14.08.30

Desiludidos?

Jornalistas que viam em António Costa um messias, desiludidos por ele dizer que ‘não ressuscita mortos’.
O Inimigo Público, 14.08.29

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Ausência estranha


foto: cimj.org/politicanofeminino/

Sónia Fertuzinhos, que para além de deputada na Assembleia da República, é uma das eleitas locais na Assembleia Municipal de Guimarães, quantas vezes esteve no auditório da Plataforma das Artes?
No auditório da Universidade do Minho tenho memória de a ver algumas vezes; no novo espaço da assembleia municipal vimaranense confesso que não me lembro de me cruzar com a eleita local.
Deve existir uma forte razão, de certeza, para esta ausência de Sónia, não deve?

Mesmo por aqui; ao pé da porta

foto: publico.pt
Álvaro Beleza, contesta no Diário de Noticias (14.08.21) “este sistema de jagunços, do nordeste brasileiro, como no tempo dos coronéis” que vai aparecendo em alguns locais deste Portugal tão bem retratado por J. Rentes de Carvalho no seu “Portugal A Flor e a Foice” (que aconselho vivamente pelo seu “olhar heterodoxo”).

Neste Portugal sem princípios, sonolento e convencido que o ontem é o amanhã, Álvaro Beleza não tem dúvidas: “não reconheço autoridade ética a dinossauros autárquicos que agora parecem virgens indignadas”.
Álvaro Beleza!
Alguém se lembra deste “jovem turco” que se 'meteu' entre Sampaio e Guterres, há uns anitos?

Hoje Álvaro Beleza é, indiscutivelmente, uma referência nacional.
E não é só na saúde, não.
Álvaro Beleza.
A política em Portugal jamais será igual quando forem postas em prática as suas ideias fulcrais!

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Sinais que ardem

Nem me vou referir à quantidade de personalidades socialistas vimaranenses que em maio apareciam eufóricas ao lado de [António José] Seguro garantindo “pelas alminhas” que era o futuro primeiro-ministro de Portugal e em julho, aquando da visita do mesmíssimo Seguro, estranhamente não foram vistos na comitiva.
Luis Cirilo, depois falamos, 14.07.31

Meu caro amigo Cirilo, como bem sabes, prefiro sempre tomar um café contigo ou ficar nas escadas da assembleia municipal numa cavaqueira curta, ou seja, nunca publicamente trocamos ideias.
Não resisto hoje.
Apenas para te dizer que, independentemente das dores que (também) já sentiste dentro do teu partido, estou tentado a assinar por baixo as tuas palavras sobre a visita do secretário-geral do meu partido a Guimarães, sabes?

Mata, mata e mata II

 
Nunca me foi dado o poder de julgar os outros, por isso, continuarei por aqui, olhando a estúpida estupidez dos vendedores de água que julgam dominar a nascente.
Coitados!
Nem sabem onde estão as pessoas que a bebe!

E não é que julgam que têm o poder de que nunca foram investidos?

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Olhar do silêncio II

Foi esta direção, sob a liderança de António José Seguro, que propôs alterações nas normas para aumentar de forma clara e inequívoca a credibilidade, o rigor e a transparência na vida interna do partido.
Miguel Laranjeiro, Público, 14.08.26

Olhar do silêncio

Disse e repito-o. A direção nacional [do PS] será intransigente com a aplicação dos estatutos e procedimentos em vigor. Em nome da credibilidade e da transparência.
Miguel Laranjeiro, Público, 14.08.26

Fados retalhados


foto: prof2000.pt
Espero (mas espero mesmo) que seja um engano meu; uma ilusão do meu olhar sobre as realidades de ao pé da porta – até porque os resultados são públicos e, portanto, dirão já de seguida alguns, as hipóteses de lapso são mesmo remotas –, mas, às vezes, fico com dúvidas: foi mesmo o PS que ganhou as últimas eleições autárquicas em Creixomil?
É que, dou por mim, tantas vezes, em jeito de incredibilidade, a ver que só a CDU vai dando – e muito bem! – conta do trabalho da autarquia, cujo orago é S. Miguel!
É a CDU que exagera ou é o PS que anda distraído?
A verdade é que Creixomil vai mudando!