quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Há lideranças e há líderes

Não conheço António Costa, presidente de câmara de Lisboa.
Conheço muito bem Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães.
Feito o ponto prévio, e avançando em direção ao futuro, só posso dizer que o PSD de Guimarães anda à deriva; à procura de enquadrar André Lima numa qualquer coisa que os vimaranenses possam dizer: olha? este senhor vive, afinal, em Guimarães!

Vou avançar. Para dizer que o PSD vimaranense, ou seja, a estrutura partidária liderada por André Lima, faz de conta que sabe do que fala quando avança, imprensa dentro, a dizer que a câmara de Guimarães faz fretes à câmara de Lisboa.

Os vimaranenses nunca foram parvos. Sabem muito bem como há partidos que se esquecem de defender, ao nível mais próximo das pessoas, o que os seus congéneres de âmbito nacional, não param de destruir.

Os vimaranenses – e não venham com as tretas clubístico-partidárias – sempre foram capazes de ler os todos os sinais transmitidos por quem se propõe lidera o seu futuro.

Olhar do silêncio II

Banco de Portugal avisa que emprego pode estar a crescer mais lentamente do que parece e que uma parte importante são estágios.
João Silvestre, Expresso, 14.12.13

Olhar do silêncio

Seria triste constatar que a nossa mesa de Natal foi afinal uma oportunidade perdida, porque a abundância dos alimentos acabou por agravar a fome de afeto.
José Tolentino Mendonça, Revista, 14.12.13 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Há palcos e palcos

Aquilo que PSD e PS vão fazendo em Guimarães nos jornais (jornais? foi o que escrevi?) com conversas longas, vazias que ninguém entende – porque já não há pachorra para ler sobre coisas que um diz que sim e o outro diz que não –, é uma parvoíce do tamanho da ausência de qualidade que vai grassando por aí no que à comunicação partidária diz respeito

[eu sei, os vimaranenses já começaram a perceber isso! – e que, a seguir, alguém vai dizer que por cá (em Guimarães, pois claro!) se olha o futuro. Olha sim senhor!, mas cada vez menos nas sedes partidárias].

O PSD em terras de D. Afonso andou sempre à deriva (peço desculpa a alguns amigos que lideraram e muito bem há anos atrás este partido de referência na democracia portuguesa).
O PS, de repente, resolveu fazer de conta que pode e deve responder a tudo o que a atual liderança laranja diz em público, mesmo que – como cada vez mais se torna evidente, nada haja para dizer.
Infelizmente, cada dia se sente um turbilhão de vazios que explodirão de seguida.
Ups! Sempre ouvi que leviandade é coisa que os políticos são incapazes de utilizar; seja em que circunstâncias for!

Por mim, sem rodeios, para que não surjam dúvidas desnecessárias: continuo a defender que há momentos na vida das pessoas e das instituições em que o silêncio é a melhor resposta.

“A moda do pisca pisca” *

1. O PS está mais perto do PSD do que qualquer outro partido do espectro politico. Se olharmos para os casos realmente importantes (e não para a espuma dos dias), a ideia mantém-se.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.12.13
Há muito, muito tempo que Henrique Monteiro coloca ordem no pensamento dominante. Há muito, muito tempo que o antigo diretor do semanário – com um estilo muito peculiar – avisa os portugueses sobre o cinzentismo que cruza os dias da política em Portugal.

2. Enquanto Costa se ri da discussão sobre a “esquerdização” do PS, até Ferro Rodrigues já admite que acordos com (outra) direita não estão postas de parte, escreve Cristina Figueiredo, na última edição do semanário Expresso, numa peça onde fica claro o “pisca para a esquerda e pisca para a direita”.
Tudo muito claro, portanto!
O futuro que aí vem, depois de Passos e Portas – mas será que vem, com senhores que por aí vão fazendo de conta que simpático é só liderar sondagens –, não augura novos olhares na condução dos amanhãs.

3. Como dizia o meu pai: depois de mim virá quem de mim bom fará!
E o meu pai conhecia bem a vida.

* canção popularucha que por aí conquistou tops e agora anda esquecida.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É urgente saber o que se passa

Miguel Laranjeiro exige “saber critérios” das dispensas na Segurança Social em Portugal.
É verdade! O deputado eleito pelo PS no distrito de Braga quer saber “qual o citério utilizado” para definir o fim de muitos (postos de trabalho) lugares de trabalho em Braga. E, parece, que muitos por Guimarães.

Sim, Miguel Laranjeiro quer que Rui Barreira (em parceria com Mota Soares, é verdade, mas, já dizia a minha mãe que quando se faz a panela se faz o testo para ela) explique o que anda a fazer no distrito bracarense, no que ao futuro de muitos trabalhadores ligados à Segurança Social diz respeito.

Como conheço muito bem o Miguel não tenho dúvidas de que irá até ao fim nesta sua intenção de clarificar tudo e mostrar o que se anda por aí a cozinhar na destruição de amanhãs em muitas pessoas. E conhecendo-o como conheço não duvido que manterá o seu olhar atento, mesmo que possa ir sentido coisas estranhas ao seu redor.

Será a altura de se perceber muito bem o que Rui Barreira anda a fazer por aí; uma pessoa que não tarda, terá que pedir perdão ao futuro pelo que anda, no presente, a desenhar para o futuro, e – caramba! –, com uma cara angélica que não deixará de assustar os mais crentes; mesmo que faça de conta de que nada se passa.

Capitalismo selvagem e matador

imagem: jornaldebelmonte.com.br
Preço do petróleo já caiu 45% desde o pico em junho. Os impactos são muito desiguais. 
Expresso (Economia), 14.12.13

Pergunta Afonso Camões (Jornal de Noticias, 14.12.13) “se o preço do petróleo cai em 40 %, como se explica que nenhum de nós sinta que essa queda se reflita, em igual medida, no preço que pagamos pelos combustíveis que consumimos?”
É uma pergunta atualíssima. Que daria resposta a muitas das dores que matam as pessoas. E que, não sei porquê, os poderes não respondem.
Daí que considere esta afirmação de Inês Teotónio Pereira (i, 14.12.13): “o capitalismo polui a alma dos meus filhos e não me deixa outra alternativa senão ser contra ele” uma (das) respostas.