quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Ligações intestinas

Médicos obrigados a picar o ponto esquecem a máquina do ponto no interior de pacientes.
O Inimigo Público, 14.10.17

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Reitor dos reitores

foto: lusonoticias.com
Escreve Samuel Silva (Público, 14.10.15) que “nos próximos três anos [António Cunha] será o reitor da Universidade do Minho e líder” do conselho de reitores das universidades portuguesas (CRUP).
E como se reage a coisas lindas como esta?
Por mim, limito-me a ser o mais direto e natural possível: gostei muito de o conhecer. Cumprimentos magnifico reitor! E felicidades.

Ah!, sabe senhor reitor que sou dos que acredito que tem toda a razão quando afirma que “o nosso problema não é ter instituições a mais, mas estudantes a menos no ensino superior”. (Expresso, 14.10.18)

Energia dos outros

O Cineclube de Guimarães foi fundado em 1958, numa época de particular fulgor associativo vivido na cidade de Guimarães. A cultura e a arte, popular e erudita, conheceram então um momento invulgar.
Editorial, Boletim de outubro do Cineclube de Guimarães.
Outros tempos!
Tempos em que a motivação que fazia milagres estava muito atrás das luzes da ribalta, dos dias que se perdem em vaidades e foguetórios.

Outros tempos!
Tempos que eram capazes de desmentir em absoluto o pensamento de António Pinto Ribeiro (Ípsilon, 14.10.10): “no atual ambiente global, a propaganda é o meio de surfar o mundo em direção a um futuro para o qual só existe uma via: consumir (ou desparecer)”.

António Pinto Ribeiro sabe bem do que fala. Já vimos isso em Guimarães, não vai há muito tempo, escutando a sua leitura sobre o que resta da CEC.
Mesmo que, na altura, um senhor, de seu nome Eduardo Meira, fizesse de conta que fazia inflexões sobre realidade associativas para dizer o que ninguém entendeu; para justificar o injustificável.

Peço desculpa! Estava a olhar atentamente o editorial do boletim do Cineclube; associação onde não se brinca, nunca com o futuro.

Olhar do silêncio

Bem pode Stephen Hawking dizer que Deus não faz falta; não tem razão. Faz falta algo em que possamos acreditar de forma a ter esperança, esse sentimento imaterial que nem Hawkins nem ninguém explicou o que é.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.10.18
foto: dn.pt
Nota de rodapé e contra o meu habitual: “os alemães adoram estar perto da porcaria, mas não se querem sujar”. (Michael Lewis, Revista, 14.10.11)

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Olhar (local) do silêncio

O que marca o primeiro ano da gestão municipal de Domingos Bragança e do PS é a mudança de estilo.
Torcato Ribeiro, Mais Guimarães, outubro de 2014

Borrifemo-nos, pois?

Há 1.193 idosos em Guimarães sinalizados depois de 809 visitas sociais depois do primeiro ano do programa 65 +”, diz-nos alguma imprensa – outra vez só alguma!
E, segundo essa mesma imprensa, o programa Guimarães 65+, da responsabilidade da câmara de Guimarães, é um sinal claro de que a autarquia vimaranense não faz de conta – ou está à espera de levantar bandeiras sobre placas vaidosas ou gravatas compradas à pressa para as fotografias –, como certos donos dos dinheiros públicos que estão sempre prontos a sorrir à pobreza e às necessidades dos mais fracos. Mesmo, mesmo aqui à porta!

Acredito que, depois da sinalização dos mais idosos de Guimarães, e principalmente das suas dificuldades, estes terão dias bem melhores. Dias com menos solidão. Dias onde a vontade de viver seja uma vontade feliz.

Importa-se de repetir

Eu sei que a esmagadora maioria das pessoas acha que o dinheiro da câmara não é de ninguém ou que pertence a uma entidade que não lhes diz nada respeito.
Manuel Ribeiro, Reflexo, outubro 2014

domingo, 19 de Outubro de 2014

Desfazer um mundo de rituais

Só será verdadeiro revolucionário aquele que vende o último dos medos: o da morte.
Soeiro Pereira Gomes, in Mais um herói
Paciência de santo e nervos de aço, dizia-me uma pessoa de quem não duvido nem um pouco, é um excelente amigo, são os argumentos principais para suportar, compreender e estar ao lado dos políticos.

             (Às vezes, muitas vezes, voltar a estar integrado ou por dentro do fenómeno                      político lembra-nos que nem todos temos nervos de aço e muito menos paciência              de santo.)

Escutar (não, não é ouvir) alguém ao nosso lado inquietando-se com o que se passa à nossa volta; tentando antecipar-nos que podemos voltar ao sítio onde fizeram questão de nos ignorar, não é uma boa experiência de alma. É algo que não entra na forma mais humanista de estar na vida.

E por uma razão de lana-caprina: quem está connosco está sempre e não quer peões para momentos muito concretos.

                    (Às vezes, muitas vezes, voltar a estar integrado ou por dentro do fenómeno                      político lembra-nos que nem todos temos nervos de aço e muito menos                              paciência de santo.)

corpo da verdade

foi rápida a noite; não senti
o ritmo quente da escuridão. o calor
evaporou-se
sem passar no corpo. madrugada
bem alta. corri em frente. um chão
escaldante. viagem rápida.

no regresso ao leito
a espera. ainda quente. o sono
evapora-se. também. o corpo
ilude o relógio: descansa.

foi tão rápido o corpo
já ressuscitado entre seitas
usurpadoras da verdade absoluta.

sábado, 18 de Outubro de 2014

Vamos lá


A Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave) trabalha numa plataforma (go.Business) com o objetivo de “promover e divulgar estabelecimentos de modo a dinamizar o território e colocar à disposição de potenciais empreendedores e empresários informação comercial”.

Gosto da ideia.
Muito embora a rede já vá tendo muita informação nesta área, é sempre bom que alguém, ao nível local, vá dando conta das realizações boas que povoam um território que nunca se rendeu ao imobilismo.

E quando assim é todos temos razões para continuar a sonhar; perdão!, para acreditar no futuro.

Realidade das grandes coisas

O vimaranense António Joaquim Oliveira não tem dúvidas sobre a cidade de Sarajevo, a maior cidade e a capital da Bósnia Herzegovina: “custa-me a acreditar que há cerca de 20 anos esta cidade estava debaixo de fogo”.

E porque trazer António Joaquim Oliveira para aqui? Ora porque o taipense que saiu “das Taipas para o mundo” estava há cerca de dois meses naquela cidade para “ajudar a promover os museus da capital” da Bósnia Herzegovina.

Como gosto de pessoas decididas!

Pena que só o Reflexo mostre aos vimaranenses estas coisas belas de que se faz Guimarães!

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Olhar (local) do silêncio

foto: reflexodigital.com
Este mês também fica marcado pelo relançamento da questão da ligação entre a cidade, Caldas das Taipas e Avepark. Monteiro de Castro e André Coelho Lima regressaram à vila termal para voltar a colocar esse assunto em cima da mesa. Infelizmente a discussão passou demasiadamente para o patamar politico e não para discutir aquilo que mais interessa.
Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, outubro 2014

Brincar à caridadezinha

Os livros que eu te dei, sendo necessários para os que os não tinham, são muito mais importantes que os livros que os outros – também necessários para os outros que os não tinham – também deram.
Isso é lançar pedaços de liberdade no lugar dos aflitos!
Sempre a fragilidade da falta de argumentos a beber na fragilidade humana, familiar e social.
E quando assim é, o melhor é ficar a olhar as flores que continuam a tapar o arame farpado.