segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Tempo (que) volta para trás

Trabalhamos entre as certezas. Sem nunca deixarmos apanhar pela ilusão de que estamos no caminho certo. É um lugar com que o poder tem muitas dificuldades em se relacionar.
João Fiadeiro, Ípsilon. 15.06.19
E o estacionamento aqui na minha rua; mesmo ao lado do multiusos de Guimarães? Um espanto!
Há carros em segunda, terceira linha; sei lá que mais linhas. É só passar e analisar!
Há quem queira sair de casa e o faça com dificuldade; há quem queira passar na rua e fique obstruído; parado.
E isto todas as noites; mas à sexta e sábado à noite…
É verdade que, algumas vezes se vê a polícia por cá; já vi quando saio de casa para a minha corrida, mas isso é ao fim de tarde, quando só um ou outro carro (quase sempre de passagem rápida para uma compra ou um café) está fora do sítio.
Mas, sejamos clarinhos, como há de ser o futuro: também nisto temos que ser uma cidade que se quer verde.

Olhar do silêncio

A ficção faz, de facto, muito sentido. O PSD e o CDS vendem-nos a ideia de que se continuamos o caminho seguido chegaremos a um Portugal desenvolvido.
Henrique Monteiro, Expresso, 15.08.29

domingo, 30 de agosto de 2015

Verdadeiro para si mesmo

Onde existe a sombra há luz do outro lado.
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
foto: galeriadomquixote.com.br
Há silêncios que podendo parecer não o são. Evidentes!
São profundos!
Certeiros.
Não deixam; nem por isso, de ser silêncios.

sábado, 29 de agosto de 2015

Esperança perdida

E a cidade
morria. Pequenas derrocadas, abandonamos
derivações do sonho, violências.
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
Porque está na hora de começar a por ordem um passado, ainda recente, onde o entusiasmo tomou conta de grande parte dos meus dias, vou ousar (hoje) transcrever este excerto de um SMS enviado (por mim) em 14.10.17 para um amigo:
Viva, tudo bem?
Posso fazer-te uma pergunta difícil?
Estou mesmo, mesmo a desistir de estar ao lado onde tenho estado. Por isso, peço desculpa e ouso perguntar: vamos continuar a ter um lado seguro para onde caminhar?

Sei muito bem qual foi a resposta do meu amigo. Essa não a divulgarei, mas – caramba! –, não é que o meu amigo já antecipava o futuro: está tudo a bater certinho. Infelizmente!

Atenção aos sinais de sentido contrário

O discurso político tornou-se, em muitos casos, tão redondo que as pessoas sentem que os políticos falam para si mesmos e uns para os outros.
Mariana Mortágua, E, 15.08.23
foto: ovilaverdense.com
Não sei se alguém já reparou – sim!,sei muito bem que vivemos um período de férias –, mas Rui Barreira anda calado que nem um rato.
Que virá a seguir? 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ícone incontornável

É tão triste no outono concluir quer era o verão a única estação
Ruy Belo
foto: pressreader.com
À entrada da velha fábrica de calçado Campeão Português, um cartaz em tamanho XXL garante: o conforto voltou”, pode ler-se no semanário Expresso (Economia) do último sábado onde se pode ler ainda que por ali está prometida nova vida.
Se for verdade o que José Ferreira afirma – um volume de negócios de 12 milhões de euros em 2020 na Campeão Português –, só posso dizer que é “a segunda vida” daquela casa; uma bela vida se deseja.
E sei muito bem quem ficará vestido de felicidade com tamanha novidade!

Olhar do silêncio III

As esquerdas que se opõem ao neoliberalismo vão ter de reagir a uma tragédia que não causaram. Não está em causa apenas a falência da social-democracia.
Sandra Monteiro, le Monde diplomatique, agosto 2015

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Realidade tão crua; o valor de nós

As memórias são náufragos
que regressam
Vasco Ferreira Campos, in A voz à chuva
foto:pedraformosa.blogspot.pt
Já perdemos todas as memórias; se, ao menos, fossemos capazes de olhar o futuro com olhos de futuro!
Continuamos (todos) à deriva; queremos lá saber das nossas origens. Saber como era dantes para quê?
A Sociedade Martins Sarmento e a Câmara de Guimarães até podem fazer tudo para manter vivas muitas memórias, mas ninguém quer saber. E então em Guimarães, onde a vaidade circula em topo de gama ao domingo de manhã pelo Toural!
Estas duas instituições de referência em terras de D. Afonso até podem ter gasto uns milhares de euros por ano para garantir que as pessoas possam usufruir da citânia de Briteiros, mas (só) olhar para aquele recanto histórico quando o fogo entra pela citânia dentro, faz de nós vimaranenses vaidosos e ditos eruditos uns bananas.
A sério! Às vezes questiono-me se saberei mesmo se há alguém que quer para saber para onde vamos.
Queremos mesmo as pedras da memória espalhadas pelo chão da nossa indiferença ou o fogo destruidor das nossas memórias a percorrer o antanho de nós?

Memória futura

Percorrem as mulheres a violenta
noite dos homens. Sempre longe, dentro
duma infindável diferença.
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
Carla Cruz, cabeça de lista da CDU pelo distrito de Braga, esteve (mais uma vez) na Universidade do Minho, a defender que é preciso apoiar mais os alunos com dificuldades em continuar a sua preparação do futuro.
Não esperava outra coisa; de Carla Cruz e da proposta eleitoral da CDU. E, já agora, não é só “mais segurança para os campis universitários” –, que é muito importante, obviamente –, é mesmo “o aumento da dotação financeira para a ação social escolar”. É assim mesmo: direto e conciso.
Gosto da clareza nas propostas políticas. Estou convencido que a Universidade do Minho e os seus diferentes órgãos agradecem esta atenção de quem sabe olhar no futuro.
Tomara que outros tivessem a normalidade da ação de Carla Cruz. Sim em Braga.